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Campanha em SC reduz em 44% os acidentes com coletores de lixo causados por material cortante

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A campanha “Lixo Seguro”, da Veolia, incentiva moradores de Santa Catarina a adotar hábitos mais seguros no descarte de resíduos, garantindo mais proteção aos coletores e ao meio ambiente

Em apenas dois anos, uma simples mudança de hábito reduziu em 44% os acidentes com coletores de lixo em Santa Catarina. O Estado produziu cerca de 713.349 toneladas de resíduos sólidos urbanos (RSU) em 2024, segundo relatório baseado no sistema de manifesto de transporte de resíduos (MTR).

 

Essa redução é resultado direto do compromisso com a segurança e a valorização dos profissionais da coleta. Em uma rota de aproximadamente 46 km, os coletores percorrem em média 29 km por dia, com cerca de 7 horas de trabalho efetivo. Eles recebem Treinamentos Técnicos Operacionais (TTOs) de forma contínua, com foco na melhoria dos procedimentos e no cuidado com a segurança.

 

Além disso, utilizam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados, e produtos de cuidado, como protetor solar, são disponibilizados a todos. Todas as atividades seguem as diretrizes da NR 38, garantindo condições seguras e adequadas de trabalho.

 

De acordo com o IBGE, SC é o 4º estado do país em que ocorre o maior número de coleta de lixo, alcançando 96,7% dos moradores com coleta direta ou indireta. Em São José, por exemplo, 83 mil toneladas de lixo domiciliar e reciclável são recolhidos por ano, o que equivale em média a 228 toneladas/dia.

 

A campanha “Lixo Seguro”, da multinacional Veolia, mostra que pequenas atitudes, como embalar corretamente um vidro quebrado, podem fazer uma diferença enorme na segurança e na saúde de coletores que trabalham todos os dias para manter nossas cidades limpas.

 

A campanha está fazendo uma grande diferença em vários municípios de Santa Catarina, como Araquari, Balneário Piçarras, Barra Velha, Biguaçu, Bombinhas, Brusque, Navegantes, Palhoça, Penha e Tijucas.

 

O objetivo principal é ajudar a mudar a forma como descartamos resíduos perigosos, especialmente os materiais cortantes e perfurantes. Estamos falando de cacos de vidro, lâminas, agulhas e outros objetos que podem causar acidentes.

 

Através de anúncios, vídeos, folders e mídias sociais, a campanha visa educar a população para proteger os coletores, facilitar a reciclagem e estimular a responsabilidade social de todos.

 

“Nossa proposta com a campanha é sensibilizar a comunidade para adotar hábitos responsáveis no manejo desses materiais. Registramos, mensalmente, mais de 15 ocorrências, um número que não dá para tolerar”, afirma Hanokh Yamagishi, Diretor Regional Sul da Veolia Brasil. Este número de 15 ocorrências significa que 15 coletores se machucaram; antes, o número era de aproximadamente 30.

 

“A expectativa então é evitar acidentes e garantir um ambiente mais seguro e sustentável para todos. Entendemos que, a partir da conscientização, vamos além, contribuindo com a promoção à saúde pública e à preservação do meio ambiente. Queremos chegar a zero acidentes e dependemos da população para nos ajudar nisso”, completa.

 

Como descartar corretamente materiais cortantes

Materiais perfurocortantes, como cacos de vidro, lâminas, agulhas, fragmentos de cerâmica ou acrílico, representam um risco elevado de ferimentos para coletores que manuseiam o lixo.

 

Quando descartados de forma inadequada, ficam expostos ou soltos dentro de sacos comuns, criando a possibilidade de cortes ou perfurações durante a coleta. Em muitos casos, esses objetos são misturados com resíduos domésticos sem proteção.

 

“No caso do vidro, por exemplo, ele é um material reciclável, e, quando descartado corretamente, pode ser reaproveitado de várias formas. O ideal é que os objetos recicláveis sejam encaminhados para centros de coletas próprios, minimizando os impactos causados pelos problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos”, comenta Yamagishi.

 

Se não for possível levá-los a centros de coletas próprios, eles devem ser acondicionados em recipientes resistentes, rígidos e à prova de perfurações, como caixas de papelão dobrável, tubos plásticos ou embalagens plásticas rígidas, e nunca deixados soltos no lixo comum. Recomenda-se ainda sinalizar o recipiente com “material cortante”, “vidro quebrado” ou “cuidado” para alertar os coletores durante o manuseio.

 

Situações de perigo

José Lima, coletor da Veolia no município de Brusque, comenta que há moradores que não possuem a orientação correta para o descarte de resíduos.

 

“Certa vez, peguei uma sacola cheia de cacos de vidro e acabei cortando a mão. A partir de um trabalho de conscientização junto aos moradores, sobre como descartar corretamente esses materiais, a situação mudou. Graças a Deus nunca mais tivemos ocorrência no local. Hoje em dia, eles sempre descartam de forma correta e sinalizam na embalagem quando há objetos cortantes”, relata.

 

Eliseu França, também coletor da empresa na região, vivenciou uma situação preocupante. “Um pedaço de vidro que estava descartado de forma inadequada acabou atingindo meu olho, cotovelo e a região do meu pescoço”, ressalta França.

 

“O susto foi grande, fiquei pensando na minha família caso acontecesse algo de mais grave. Peço a todos os moradores que descartem corretamente vidros, colocando em caixa de papelão, garrafa pet e sinalizando o que tem dentro”, alerta.

 

Como manter os cães sob controle nos dias de coleta de lixo

A campanha “Segura o Amigão” da Veolia nos lembra de um gesto simples, mas que faz toda a diferença: manter nossos cães em segurança durante o horário que o caminhão do lixo passa.

 

É natural que os animais fiquem agitados com o barulho e a movimentação dos coletores. Se estiverem soltos na rua, eles podem se assustar, reagir de forma inesperada e até tentar morder alguém.

 

Deixar o cão solto perto do lixo é perigoso para o pet também. O animal pode acabar mexendo nas sacolas e se cortar com vidros quebrados, latas ou outros materiais pontiagudos.

 

Essa atitude de manter seu pet dentro de casa ou no quintal durante a coleta é uma forma de protegê-lo de acidentes e, ao mesmo tempo, garantir um ambiente de trabalho mais seguro para os coletores.

 

Os municípios de Brusque, Araquari, Barra Velha, Navegantes, Penha, Balneário Piçarras, Biguaçu, Palhoça, Tijucas e Bombinhas estão participando da campanha da Veolia e receberão informações sobre segurança dos coletores, número de acidentes registrados, dicas do que fazer no horário da coleta, importância e risco para o coletor e para o cachorro.

 

“A campanha ‘Segura o Amigão’ é fundamental para garantir a segurança de todos durante a coleta de lixo e educar a população sobre a importância de manter os cães seguros para proteger tanto os coletores quanto os animais” destaca Yamagishi .

 

Sinalização e comunicação: informar coletores sobre cães agressivos

Nos últimos quatro anos, foi registrado um total de 1.528 incidentes com coletores envolvendo cachorros, sendo 21 casos por mordida.  Os principais riscos destes ataques envolvem as Zoonoses, doenças transmitidas de animais para humanos, ou de humanos para os animais.

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as zoonoses são responsáveis por cerca de 2,4 bilhões de casos de doenças e 2,2 milhões de mortes por ano no mundo. Vale lembrar que os danos causados por cães são de responsabilidade de seus proprietários, conforme o Artigo 936 do Código Civil Brasileiro.

 

O coletor Izael Rosa de Souza, que trabalha em Brusque, passou por um incidente que ilustra os perigos enfrentados por profissionais da coleta de resíduos. Durante a sua rotina de trabalho no bairro Steffen, Izael foi surpreendido por três cães de grande porte e comportamento agressivo enquanto realizava a coleta de lixo.

 

“Estava realizando a coleta quando, ao pegar os resíduos no interior de uma barrica, saíram três cachorros grandes e bem raivosos de uma residência. Eles vieram em minha direção para me atacar e foi necessário sair correndo e subir na plataforma do caminhão para me proteger. Se me atacassem, poderiam me causar ferimentos graves”, relatou.

 

Para que a coleta de lixo seja segura para todos, tanto para os coletores quanto para os pets, é primordial que os donos de cães bravos ou reativos ajam com responsabilidade.

 

É preciso informar os profissionais sobre a presença de um cão agressivo na sua casa. A melhor forma de fazer isso é usando uma sinalização clara e visível. Placas de “Cuidado – Cão Bravo” ou semelhantes, colocadas em locais estratégicos como o portão ou o muro, servem como um alerta imediato. Outra medida importante é instalar a lixeira fora da residência, pois a cesta dentro do pátio deixa o coletor vulnerável.