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PCSC desarticula grupo que usava falsa alegação de terra indígena para furtar madeira em Itaiópolis

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Na semana passada, a Polícia Civil de Itaiópolis deu um importante passo no combate ao crime organizado com a deflagração da ‘Operação Madeira Fria’. A operação desarticulou um grupo criminoso que atuava em Itaiópolis, mais especificamente na localidade de Bonsucesso, e que se especializou no furto em larga escala de madeira de reflorestamento.

 

A investigação, que durou cerca de oito meses, começou em março deste ano, após diversos registros de furtos por parte de empresas e produtores rurais da região. O grupo criminoso invadia propriedades privadas para extrair madeira de pinus e eucalipto, que possuem alto valor comercial. Para justificar suas ações e intimidar as vítimas, os membros do grupo alegavam que as terras eram de domínio indígena. No entanto, essa alegação foi refutada por laudos e consultas à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), que confirmaram que as áreas eram de propriedade particular.

 

Durante a operação, as equipes da Polícia Civil de Itaiópolis e Mafra cumpriram mandados de busca e apreensão na base operacional do grupo. Os investigadores encontraram os suspeitos extraindo madeira em uma área que é contestada pelos suspeitos mas mapeada pela Funai como em litígio. “Essa ação foi crucial para identificar os responsáveis pelos furtos ocorridos nas propriedades vizinhas, que são claramente documentadas como de domínio privado”, diz o delegado Cassiano Tiburski, que comandou a investigação.

 

Os agentes da Polícia Civil apreenderam motosserras e celulares, além de realizar perícias em tratores e caminhões utilizados pelos suspeitos. Também foram feitas análises nas áreas desmatadas que pertencem às vítimas. A operação contou com a participação de 18 policiais civis e apoio da Polícia Científica, sendo necessário reforço no efetivo em razão do histórico de conflitos na região.

 

Uma das estratégias utilizadas na investigação foi a captação de imagens por meio de drone, que registrou a ação dos suspeitos em uma das áreas. Apesar de eles tentarem cobrir os rostos para evitar a identificação, a Polícia conseguiu reconhecer os envolvidos. Veja o vídeo:

 

O delegado responsável pela operação destacou a importância da ação, afirmando que a Polícia Civil está empenhada em combater o crime organizado que se apropria de questões legítimas para ocultar atividades ilícitas. Ele reforçou que “o patrimônio dos cidadãos catarinenses não será permitido que seja pilhado sob qualquer pretexto e que as investigações continuarão para identificar todos os envolvidos e possíveis receptadores.”

 

Após os interrogatórios, os materiais apreendidos passarão por perícia para fortalecer o inquérito policial. Os procedimentos foram concluídos e os autos seguirão para o Poder Judiciário.