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Homem acusado de estuprar e tentar tirar a vida de uma mulher é condenado em SC

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Um homem foi julgado e condenado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por estuprar e tentar assassinar uma mulher que caminhava sozinha pela rua Affonso Nicoluzzi, no bairro Água Verde, em Jaraguá do Sul, na noite de 19 de fevereiro de 2024. O crime aconteceu perto de uma ponte e foi classificado como tentativa de homicídio triplamente qualificado — por motivo torpe, feminicídio e para assegurar a impunidade de outro crime — além do estupro.

 

A sessão do Tribunal do Júri ocorreu nesta quinta-feira, 15, na qual o réu recebeu uma pena de 24 anos, dois meses e 20 dias de reclusão em regime fechado. Segundo o MPSC, o caso foi marcado por uma violência extrema contra a mulher.

 

Na denúncia, a 4ª Promotoria de Justiça conta que a vítima estava caminhando pela ciclovia, quando percebeu que estava sendo seguida. Ao se aproximar de uma ponte, o homem a atacou, puxando seus cabelos e arrastando-a para o muro de uma empresa. Ele estava armado com uma faca e lançou pedras contra a cabeça e o corpo dela. Em seguida, ele tirou suas roupas e a forçou a manter relações sexuais com ele.

 

Após o ato de estupro, o acusado intensificou as agressões, desta vez com a intenção de matar a vítima. Ele desferiu golpes de faca na região lombar dela e jogou várias pedras contra sua cabeça, tórax e abdômen. Depois, arrastou-a por alguns metros e a jogou em um córrego, acreditando que a tinha matado.

 

De acordo com a acusação, a vítima, mesmo gravemente ferida, perdeu os sentidos, mas conseguiu recuperar a consciência e caminhar até a via pública, onde recebeu ajuda e foi rapidamente levada ao hospital, onde passou por cirurgias e atendimento de emergência.

 

O Promotor de Justiça Rafael Scur do Nascimento, que atuou durante o julgamento, destacou que “o crime foi cometido por razões de gênero, em um ato de desprezo e discriminação à condição de mulher. Foi um ataque brutal contra a dignidade sexual e a vida de uma mulher que estava sozinha à noite”. Ele acrescentou que “a vítima sobreviveu por circunstâncias totalmente fora do controle do agressor, que queria silenciá-la após o estupro. É crucial que crimes dessa natureza sejam tratados com rigor, para proteger as mulheres e reafirmar o compromisso do sistema de justiça com a vida e a integridade física delas”.