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Alesc aprova novo mínimo regional

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Os deputados aprovaram por unanimidade, na tarde desta quarta-feira, 18, o Projeto de Lei Complementar (PLC) 2/2026, de autoria do Poder Executivo, que trata do reajuste anual do salário mínimo regional. Com a decisão, a proposta segue para a sanção do governador.

 

Conforme o texto aprovado, o reajuste médio será de 6,49% aos valores mínimos pagos a trabalhadores de diferentes categorias, organizadas em quatro faixas salariais. Os valores, conforme o enquadramento profissional previsto no projeto, passam a ser de R$ 1.842, R$ 1.908, R$ 2.022, e R$ 2.106, retroativos a 1º de janeiro de 2026 (leia mais abaixo).

 

Apoio a hospitais

Também por unanimidade, foi aprovado o PL 257/2025, do deputado Pepê Collaço (PP), que trata da concessão de recursos do Fundo Estadual de Promoção Social e Erradicação da Pobreza (Fundo Social) para financiar a instalação de sistemas de energia fotovoltaica em hospitais filantrópicos. A proposta segue para sanção.

 

Conforme o autor do projeto, o objetivo é possibilitar que até 1% da receita do fundo, apurada no ano anterior, seja destinado para o financiamento total ou parcial de projetos de geração de energia solar. Serão beneficiados os hospitais certificados como Cebas-Saúde.

 

“Será uma economia importante para esses hospitais, já que boa parte de suas despesas estão relacionadas com energia elétrica”, afirmou Pepê. O projeto recebeu o apoio do deputado Marquito (Psol).

 

Outras propostas

Ainda nesta quarta-feira, o Plenário aprovou a concessão do Título de Cidadão Catarinense (PL 121/2026) ao médico Kleiton Rosa Borges, por iniciativa do deputado Sérgio Motta (Republicanos).

 

Os parlamentares também mantiveram o veto total ao PL 408/2023, que instituía a Política Intersetorial de Plantas Medicinais e Fitoterápicos no Estado de Santa Catarina. O projeto é de autoria do deputado Padre Pedro Baldissera (PT).

 

Confira os valores das faixas salariais do mínimo regional e os trabalhadores beneficiados, conforme a Lei Complementar 459/2009:

PRIMEIRA FAIXA

Valor: passará de R$ 1.730,00 para R$ 1.842,00

Pago a trabalhadores de:

agricultura e pecuária;

indústrias extrativista e de beneficiamento;

empresas de pesca e aquicultura;

empregados domésticos;

indústrias da construção civil;

indústrias de instrumentos musicais e brinquedos;

estabelecimento hípicos;

empregados motociclistas, motoboys e do transporte em geral, excetuando-se os motoristas.

 

SEGUNDA FAIXA

Valor: passará de R$ 1.792,00 para R$ 1.980,00

Pago a trabalhadores de:

indústrias do vestuário e do calçado;

indústrias de fiação e tecelagem;

indústrias de artefato de couro;

indústrias do papel, papelão e cortiça;

empresas distribuidoras e vendedoras de jornais e revistas e empregados em bancas, vendedores ambulantes de jornais e revistas;

da área administrativa das empresas proprietárias de jornais e revistas

empresas de comunicações e telemarketing;

indústrias de mobiliário.

 

TERCEIRA FAIXA

Valor: passará de R$ 1.898,00 para R$ 2.022,00

Pago a trabalhadores de:

indústrias químicas e farmacêuticas;

indústrias cinematográficas;

indústrias de alimentação;

comércio em geral;

agentes autônomos do comércio.

 

QUARTA FAIXA

Valor: passará de R$ 1.978,00 para R$ 2.106,00

Pago a trabalhadores de:

indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico;

indústrias gráficas;

indústrias de vidros, cristais, espelhos, cerâmica de louça e porcelana;

indústrias de artefatos de borracha;

empresa de seguros privados e capitalização e de agentes autônomos de seguros privados e de crédito;

edifícios e condomínios residenciais, comerciais e similares;

edifícios e condomínios residenciais, comerciais e similares, em turismo e hospitalidade;

indústrias de joalheria e lapidação de pedras preciosas;

auxiliares em administração escolar (empregados de estabelecimentos de ensino);

em estabelecimentos de cultura;

em processamento de dados;

motoristas do transporte em geral;

em estabelecimentos de saúde.