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Gaeco do MPSC divulga balanço de operação interestadual

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Por Assessoria

Maior ação da história do Gaeco do MPSC registrou mais de 140 prisões, entre mandados e flagrantes, e apreensão de armas, drogas, celulares e documentos

Foto Gaeco divulga

Imagem:Divulgação/MPSC

A Operação Coluna Sul, maior ação já realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), resultou no total no cumprimento de 132 mandados de busca e apreensão e de 147 prisões, sendo oito em flagrante. As diligências também resultaram na apreensão de armas, drogas, documentos e celulares. A ação, vinculada à 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, tem como foco a investigação da atuação de uma facção criminosa com atuação em Santa Catarina e em outros estados do País.

A operação, deflagrada nesta quarta-feira, dia 1°, ocorreu simultaneamente em 30 municípios de Santa Catarina, cinco do Rio Grande do Sul, 11 do Paraná, 11 de São Paulo, um de Minas Gerais e um de Mato Grosso do Sul.

 

A ofensiva é fruto de uma investigação conduzida pela 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, com apoio do Gaeco, que apura a atuação de uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de armas de fogo. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina e tiveram como objetivo enfraquecer a estrutura e a capacidade de articulação do grupo investigado.

 

Ofensiva mobilizou centenas de agentes de segurança pública em Santa Catarina/Divulgação/MPSC

 

Balanço da operação

As diligências realizadas resultaram em prisões temporárias e flagrantes e na apreensão de celulares, armas de fogo, munições, drogas e documentos relacionados às atividades da organização criminosa.  Confira abaixo o balanço da ação.

 

Prisões por estado

Santa Catarina: 111 prisões, uma em flagrante;

Rio Grande do Sul: 6 prisões, duas em flagrante;

Paraná: 10 prisões, uma em flagrante;

São Paulo: 16 prisões, três em flagrante;

Minas Gerais: 2 prisões, uma em flagrante;

Mato Grosso do Sul: 2 prisões.

 

Apreensões por estado

Santa Catarina: 46 celulares, 2,6 mil gramas de maconha e 312 gramas de cocaína, além de R$ 2,3 mil em espécie.

Rio Grande do Sul: 6 celulares, 48 g de maconha (20 porções), 12 g de cocaína (15 porções) e 13 g de crack (69 porções).

Paraná: 9 celulares, 1 pistola Glock calibre 9 mm com seletor de rajada, 10 munições calibre 9 mm, 1 balança digital de precisão, manuscritos de interesse com referência à facção criminosa, 2,130 kg de maconha (três tabletes e uma porção/cigarro), 15 comprimidos de ecstasy e medicamentos/substâncias (três unidades de testosterona, duas de tirzepatida e uma de Durateston).

São Paulo: 16 celulares, 3 armas de fogo (dois revólveres calibre .38 e uma garrucha), 21 munições, documentos, cartas, manuscritos e cadernos com anotações apreendidos em oito equipes de busca e 200 g de haxixe.

Minas Gerais: 1 celular, 1 balança digital de precisão, 142 comprimidos de ecstasy, 39 buchas de maconha, 3 invólucros de cocaína e 1 invólucro de crack.

Mato Grosso do Sul: 21 celulares e drogas apreendidas no interior de estabelecimento prisional, sem identificação de autoria.

 

 

Operação Coluna Sul

A Operação Coluna Sul é um desdobramento das investigações iniciadas na Operação Maserati e tem como objetivo enfraquecer a capacidade de articulação da facção criminosa investigada, que coordenaria atividades ilícitas dentro e fora do sistema prisional.

 

O nome “Coluna Sul” foi adotado em razão de ser essa a designação utilizada pelo próprio para o conjunto formado pelos Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, território estratégico para a expansão e o controle da facção na região Sul e Centro-Oeste do país.

 

A ofensiva mobilizou centenas de agentes de segurança pública em Santa Catarina e contou com o apoio dos GAECOs e forças de segurança de Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

 

Segundo o MPSC, os materiais apreendidos serão encaminhados para perícia e subsidiarão o aprofundamento das investigações, que seguem sob sigilo.

 

 

 

 

Modelo de trabalho da 39ª Promotoria de Justiça Comarca da Capital

Para fazer frente à Vara Estadual de Organizações Criminosas, o MPSC implementou um modelo inovador de trabalho. A 39ª Promotoria de Justiça, que já atuava no combate às organizações criminosas na Grande Florianópolis, passou a ter abrangência em todo o estado e é responsável por investigar e processar crimes ligados a organizações criminosas. A proposta é intensificar o combate ao crime organizado com mais inteligência, agilidade e resolutividade.

 

A 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital foi ampliada e conta com cinco Promotores de Justiça de entrância especial. A unidade tem uma estrutura própria e diferenciada em termos de equipamentos, equipe e segurança.  Um coordenador foi designado dentre os cinco Promotores de Justiça titulares e tem como atribuições, por exemplo, a distribuição dos procedimentos entre os membros e a interlocução com o Poder Judiciário, Defensoria Pública, Polícias Civil e Militar, Advogados e demais interessados.

 

GAECO

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) é uma força-tarefa conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina e composta pela Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, e tem como finalidade a identificação, prevenção e repressão às organizações criminosas.