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Férias de prefeita de Major Vieira geram disputa entre vice e Câmara

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A Câmara de Vereadores de Major Vieira estuda abrir processo de impeachment contra a vice-prefeita, Vilma Muller Kiem (PSD). Ela teve de deixar o cargo de secretária de Saúde, que acumulava, depois que o Ministério Público abriu uma investigação sobre uma viagem feita com ambulância do Município por ela e suas irmãs, para Curitiba, a fim de fazer procedimentos estéticos. Acatando pedido do MP, a Justiça determinou o afastamento cautelar de Vilma do cargo de secretária de Saúde pelo prazo de 90 dias, com base na Lei de Improbidade Administrativa, “visando evitar a repetição de condutas ilícitas e assegurar a integridade da instrução processual”. Além do afastamento, a secretária estava proibida de manter contato com seis testemunhas específicas e de praticar qualquer ato que possa obstruir o andamento do processo, sob pena de multa de R$ 10 mil por descumprimento e possíveis sanções por crime de desobediência. Pouco depois, em comum acordo com a prefeita Aline Ruthes (PL), Vilma deixou o cargo de secretária de Saúde.

 

A princípio Vilma negava a acusação, mas nos últimos dias ela encaminhou documento ao MP admitindo o erro, assumindo a culpa e se colocando à disposição para arcar com as consequências de seu ato enquanto secretária. Um acordo foi feito e ela deve ressarcir o Município das despesas empenhadas na sua viagem à capital paranaense.

 

Com o anúncio das férias da prefeita Aline a partir de segunda-feira, 9, a Câmara de Vereadores acendeu o alerta para o que considera um impeditivo de Vilma assumir o cargo na interinidade. Para a Câmara, o fato de a vice-prefeita assumir a irregularidade a impede de assumir o cargo e o correto seria o presidente da Câmara, Jadson Schemczak (MDB), assumir a prefeitura pelos 15 dias de ausência de Aline. Ao saber da confissão de Vilma, a Câmara passou a analisar a abertura de processo de impeachment contra a vice-prefeita. A Câmara chegou a fazer uma consulta ao MP sobre a legalidade de Vilma assumir a vaga e foi quando ficou sabendo do acordo que abriria brecha para a abertura do processo de impeachment. “Se ela confessou, vamos abrir a CPI para cassar o mandato dela”, diz o vereador Leandro Castro (UB).

 

A prefeita Aline tem outro entendimento sobre o caso. “A Vilma assumiu a culpa enquanto secretária de Saúde, o que ela não é mais. Ela já fez um acordo com a Justiça e está tudo certo. Ela vai recolher o valor do acordo. Além do mais, não tem trânsito em julgado (última instância de um processo judicial) que proíba ela de assumir. Ela pode ficar inelegível futuramente”, esclarece.

 

Na sexta-feira, 6, será feita a transmissão de cargo e não há nenhuma perspectiva de alteração segundo a prefeita.