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Novo método para detectar veículos em alta velocidade nas estradas catarinenses

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Por Edinei Wassoaski

Foto Alta velocidade

Imagem:Divulgação/PRF

Uma nova tecnologia de fiscalização eletrônica começa a ser testada nas rodovias brasileiras e pode transformar a forma como o excesso de velocidade é monitorado. Em vez de medir a velocidade do veículo em um único ponto da estrada, como fazem os radares convencionais, o sistema calcula a velocidade média desenvolvida ao longo de todo um trecho da via.

 

O funcionamento é simples: câmeras instaladas em diferentes pontos registram a passagem dos veículos por meio da leitura automática das placas. Com base no tempo gasto para percorrer a distância entre dois equipamentos, o sistema calcula a velocidade média do trajeto.

 

A principal diferença em relação aos radares tradicionais é que a fiscalização deixa de se concentrar em um único local. Dessa forma, o motorista não consegue reduzir a velocidade apenas ao se aproximar do equipamento e voltar a acelerar logo depois, comportamento comum nas rodovias.

 

Segundo especialistas, a tecnologia incentiva uma condução mais uniforme e tende a reduzir variações bruscas de velocidade, fator que contribui para a diminuição do risco de acidentes.

 

Além da fiscalização, o sistema também fornece informações importantes para a gestão das rodovias. Os dados coletados permitem identificar padrões de tráfego, horários de maior movimento, pontos de congestionamento e outras informações que auxiliam concessionárias e órgãos públicos no planejamento da infraestrutura viária.

 

A utilização desse modelo acompanha uma tendência já consolidada em diversos países da Europa, onde os radares de velocidade média são empregados tanto para aumentar a segurança quanto para melhorar o gerenciamento das estradas.

 

No Brasil, a tecnologia já está sendo testada em rodovias de estados como São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Espírito Santo. Em muitos casos, a implantação aproveita a infraestrutura de câmeras e equipamentos já existente nas concessões rodoviárias.

 

Apesar dos testes, os equipamentos ainda não podem ser utilizados para aplicar multas. A legislação brasileira determina que a fiscalização da velocidade seja feita por meio de medição em um ponto específico da via, o que impede, por enquanto, o uso da velocidade média como base para autuações.

 

Assim, os sistemas atualmente operam apenas com finalidade educativa, estatística e de monitoramento do tráfego.

 

A expectativa do setor é que, caso ocorram mudanças na legislação federal, a velocidade média passe a integrar oficialmente o sistema de fiscalização de trânsito. Até lá, os projetos-piloto servirão para avaliar os impactos da tecnologia na segurança viária e na gestão das rodovias brasileiras.

 

Para transportadoras e motoristas profissionais, a novidade representa mais um passo na digitalização da malha rodoviária nacional, com o uso crescente de ferramentas capazes de acompanhar o comportamento dos veículos em tempo real e produzir informações que contribuam para um trânsito mais seguro e eficiente.

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