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O sorriso mais lindo que já vi”: mãe relembra filha vítima de feminicídio e reage à sentença do réu

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“O sorriso mais lindo que já vi!” Assim, a professora Ângela Ewerling, de São Mateus do Sul, definiu a filha, Mirela Maiara Ewerling, ao recordar a jovem assassinada em um caso de feminicídio que chocou a região em 2023. Mirela, de 26 anos, foi morta no dia 10 de junho daquele ano, no bairro Lagoa, em Irati.

 

Nesta semana, o Tribunal do Júri condenou Gian Diego Maieski, autor do crime, a 19 anos, 4 meses e 22 dias de reclusão em regime fechado. A vítima foi esfaqueada pelo então companheiro e deixou um filho pequeno, hoje sob os cuidados da família materna.

 

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O Portal RDX conversou com a mãe de Mirela, que se manifestou após a sentença. Professora conhecida em São Mateus do Sul, Ângela deixou o município há cerca de um ano, buscando preservar sua saúde mental e oferecer estabilidade ao neto, Henrique, que perdeu a mãe de forma brutal.

 

Relato da mãe

 

Em seu relato, ela destacou o peso emocional do processo: “É muita tristeza, muito enfrentamento. Faz 1 ano que não moro mais em São Mateus do Sul para tentar enfrentar a vida de alguma forma, com saúde mental para cuidar bem do Henrique, o filho que ela deixou. Me privei de depoimentos em convites de TV, rádio, de postagens em redes sociais porque cada situação exige reviver, exige explicações de absurdos levantados pela defesa do réu e isso certamente afeta muito o meu emocional e por consequência do Henrique, que já sofreu demais e precisa de cura interior e libertação para crescer íntegro e amoroso.”

 

Sobre a decisão do júri, Ângela disse que a sensação é de que a pena foi insuficiente: “Sobre a condenação de 19 anos é unânime a reação: muito pouco tempo! Mas justiça terrena pode ser falha, a justiça divina, não! Eu creio na justiça divina! Abraço a toda comunidade de São Mateus do Sul que acompanhou o caso e se solidariza com a família”.

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