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O que se sabe da condenação de Cris Pereira, de ‘A Praça é Nossa’, por estupro de vulnerável

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Integrante de A Praça é Nossa, no SBT, comediante nega crime e afirma que decisão da Justiça gaúcha “contraria provas periciais”; defesa vai recorrer

O que se sabe da condenação de Cris Pereira, de ‘A Praça é Nossa’, por estupro de vulnerável – Foto: Redes Sociais/Divulgação/ND

 

 

Cristiano Pereira, integrante do elenco do programa A Praça é Nossa, do SBT, foi condenado a 18 anos, 4 meses e 15 dias de prisão em regime fechado pelo crime de estupro de vulnerável.

 

A decisão, em segunda instância, foi tomada pela 7ª Câmara Criminal do TJRS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul). A condenação foi confirmada nesta sexta-feira (26) pela advogada da mãe da vítima, Aline Rübenich.

 

O processo tramita em segredo de Justiça. Cris Pereira havia sido absolvido em primeira instância, mas o Ministério Público recorreu e obteve a condenação na segunda. A pena estabelecida será cumprida em regime inicialmente fechado.

 

 

Segundo a advogada da mãe da vítima, o caso é emblemático no enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes. Aline Rübenich afirmou que o humorista tentou acusar a mãe da criança de alienação parental como forma de intimidação.

 

Para ela, a decisão unânime do TJRS reforça a gravidade do crime e serve como resposta a práticas de violência sexual contra menores.

 

O que diz a defesa

A defesa de Cris Pereira afirma que os laudos do Departamento Médico Legal do Rio Grande do Sul descartaram o crime e que o delegado responsável sequer chegou a indiciá-lo, sendo ouvido apenas como testemunha de defesa.

 

Segundo os advogados, a decisão de segunda instância teria desconsiderado essas provas oficiais e dado mais peso a atestados particulares apresentados pela acusação.

 

O advogado também destacou que ainda não teve acesso ao acórdão completo, que não foi publicado até o momento. A defesa disse que vai recorrer às instâncias superiores e reafirmou que o humorista deve ser considerado inocente até o fim do processo, com base no princípio da presunção de inocência.

 

A condenação, definida pela 7ª Câmara Criminal do TJRS, foi publicada em 25 de setembro. A pena estabelecida é de 18 anos, 4 meses e 15 dias em regime fechado.

 

As filhas, Caterine Pereira e Melissa de Freitas, divulgaram a nota do pai em suas redes sociais. Além disso, Melissa também compartilhou o pronunciamento que está reproduzido ao final desta matéria.

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